terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O PROFESSOR E O ALUNO FACE A DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM

O presente artigo trata sobre a importância da prática do professor no processo de ensino aprendizagem que muitas das vezes levam o aluno ao fracasso escolar.
Palavras chave: Professor, aluno e a dificuldade de aprendizagem.
.Geralmente os problemas de dificuldade de aprendizagem ocorrem tanto no início como durante o período escolar, no qual é visto pelo desenvolvimento da criança na escola. Qualquer problema de aprendizagem apresentada pela criança requer um trabalho minucioso do professor junto com a família para analisar as situações, visando descobrir o que realmente está ocasionando a dificuldade impossibilitando que o aluno aprenda.
Coelho (1999) Ao educador cabe apenas detectar as dificuldades de aprendizagem que aparecem em sala de aula, principalmente nas escolas mais carentes, e investigar as causas de forma ampla, que abranja os aspectos orgânicos, neurológicos, mentais, psicológicos adicionados á problemática ambiental em que a criança vive.
Atualmente é comum encontrarmos crianças com problemas de aprendizagem, os pais e o educador deve procurar auxilio o mais rápido possível , evitando o fracasso do mesmo.
Entretanto não se deve confundir dificuldade de aprendizagem com problemas de aprendizagem, pois a dificuldade de aprendizagem é caracterizada por uma inteligência normal, por uma adequada acuidade sensorial, quer auditiva, quer visual, por ajustamento emocional e por um perfil motor adequado.

Enquanto problemas de aprendizagem referem-se ás situações difíceis enfrentadas pela criança normal e pela criança com um desvio do quadro normal, mas com expectativas de aprendizagem em longo prazo.
Portanto existem ainda alguns fatores que podem desencadear um problema de aprendizagem, que não são levados em considerações tais como: fatores orgânicos, psicológicos, e ambientais.
A falta de conhecimentos por parte de alguns professores fica um pouco difícil diferenciar um distúrbio de um problema de aprendizagem. O professor ao detectar as dificuldades de aprendizagem deve solicitar encaminhamento dessa criança para um especialista que, ao tratar dessa deficiência orientará como o professor irá trabalhar seus conteúdos.
Antigamente para os professores valia o ensinar. Hoje a ênfase está no aprender. È comum encontrarmos em sala de aula crianças com dificuldade de aprendizagem. E muitas dessas dificuldades estão relacionadas na prática do professor em sala de aula.
Cada criança tem o processo de desenvolvimento diferente, algumas aprendem com maior facilidade enquanto outras aprendem mais devagar. E nesse momento que é de fundamental importância que o professor analise individualmente cada criança para poder adequar os conteúdos conforme a necessidade de cada um.
As mudanças de estratégias de ensino podem contribuir para que todos aprendam. Em alguns casos, as estratégias de ensino não estão de acordo com a realidade do aluno.
Por que será que ás vezes os alunos reagem de maneira diferente diante de diversas atividades desenvolvidas em sala de aula pelo professor?
O tema de uma aula escolhido pode ser importante para o professor, mas quando não desperta a atenção, interesse da criança ele não aprende. Ás vezes uma aula ilustrativa, dramatizada que envolve o aluno lhe desperta muito mais e ela aprende.
A prática do professor em sala de aula é tão importante. Esse talvez seja o momento do professor rever a metodologia utilizada para ensinar seu aluno, através de outros métodos ou atividades ele poderá detectar quem realmente está com dificuldade de aprendizagem, evitando os rótulos muitas vezes colocados erroneamente, que prejudicam a criança trazendo-lhe várias conseqüências, como a baixa-estima e até mesmo o abandono escolar.
“O que é ensinado e aprendido inconscientemente tem mais probabilidade de permanecer”. (COELHO, p.12 apud. LINDGREN).
Um aluno pode esquecer muito das noções que aprendeu com alguns professores, mas lembra o tipo de pessoas que eram e as atitudes que tinham em relação a ele.
O papel do professor é tão importante. Suas atitudes para com os alunos podem influenciar de maneira decisiva na construção da auto-imagem dos mesmos, ou na sua maneira de ver a si mesmo.
Cabe ao professor estimular o crescimento emocional de seus alunos todos os dias, existem diversas maneiras que podem contribuir nesse processo, a maneira como ensinar, as atitudes, o jeito de relacionar-se com cada aluno, o interesse e o carinho que demonstram até sem querer influenciam no desenvolvimento afetivo e no processo de aprendizagem da criança.
Hoje a escola tem um duplo papel social: é transmissora de cultura, e transformadora das estruturas sociais, adequando seu trabalho ás necessidades da criança, da família e da comunidade. (COELHO, 1999).
Podemos dizer que muitas das funções que eram das famílias vem sendo passadas à escola, devido as alterações que ocorrem em nossa sociedade. O trabalho da mulher fora de casa, cada vez mais está deixando a educação de seus filhos à responsabilidade da escola, sobrecarregando de responsabilidade o professor.
Esse é o momento da ação psicopedagógica desempenhar seu papel sobre os problemas de aprendizagem, evitando o fracasso escolar que muitas vezes chegam a evasão escolar.
Muitas crianças são identificadas como portadoras de problemas de aprendizagem quando não realizam o que se espera de um planejamento. Ou porque ficam presas a mecanismos que tentam reproduzir sem sucesso, ou porque, apesar de saberem até mais do que aquilo que o professor está ensinando, faltam-lhes mecanismos para se expressarem (CARRAHER apud JOSÉ, COELHO, 1999).
Para que a criança se desenvolva ela precisa de um ambiente afetivamente equilibrado, onde ela receba amor, carinho, respeito, que lhe permita o direito de expressar os seus pensamentos, opiniões construindo o seu próprio conhecimento sem ficar preso naquilo que o professor planejou.
Não se pode diagnosticar que uma criança tem dificuldade de aprendizagem só porque ele não atingiu os objetivos do professor é preciso que se faça uma investigação muita cuidadosa procurando saber quais são realmente as causas e fatores que contribuem para esse problema de aprendizagem, para depois fazermos uma intervenção diagnóstica do aluno.
Podemos definir que a aprendizagem é o processo que evolui com a estimulação do ambiente sobre o indivíduo que sofre interferência dos fatores físicos,psicológicos e afetivo.
Assim, propiciar um ambiente favorável á aprendizagem em que sejam trabalhadas a auto-estima, a confiança, o respeito mútuo, a valorização do aluno, sem contudo esquecermos da importância de um ambiente desafiador, mas que mantenha um nível aceitável de tensões e cobranças, são algumas das situações que devem ser pensadas e avaliadas pelos educadores na condução do seu trabalho.
REFERÊNCIAS:
COELHO, Maria Teresa. Problemas de Aprendizagem. Editora Ática, 1999
FONSECA, Vitor. Introdução às Dificuldades de Aprendizagem. Artes médicas. Porto Alegre. 1995
PAIN, Sara. Diagnóstico e Tratamento dos Problemas de Aprendizagem. Artes médicas Porto alegre. 1992.
O trabalho teve por objetivo identificar a concepção de afetividade de uma professora de matemática de oitava série do ensino fundamental da Rede Estadual de Ensino em São Paulo, Capital.
Os instrumentos utilizados para coleta de dados foram um questionário para caracterização da formação e da atuação da professora e uma entrevista semi-estruturada com o objetivo de verificar, no discurso, a concepção de afetividade da professora entrevistada.
Os dados obtidos foram analisados segundo os pressupostos da teoria do psicólogo francês Henri Wallon.
A revisão bibliográfica aborda a relação professor-aluno, a afetividade na teoria walloniana, contextualiza o adolescente e as várias dimensões da prática docente.
A pesquisa revela que a concepção de afetividade da professora entrevistada, foram apenas positivas: carinho, confiança, companheirismo, amizade, respeito, disponibilidade em aconselhar e conversar sobre temas que não sejam sobre o conteúdo programático, ouvir e encaminhar soluções de ordem pessoal, tratar bem o aluno e ter bom humor.
A partir da concepção de afetividade, esboçou-se um perfil desse professor e do seu desempenho em sala de aula que retrata o prazer, a opção de estar em sala de aula e no magistério, é exigente, mas é capaz de dialogar, ouvir e dividir as responsabilidades de impor regras e limites com os próprios alunos. Respeita e conhece o aluno na fase de desenvolvimento sabendo propor conteúdos que partem das vivências e se relacionam com as necessidades da faixa etária, favorecendo em sala de aula um ambiente de relacionamentos, de trocas afetivas e o surgimento de sentimentos como confiança, segurança e amizade, fortalecendo o vínculo na relação professor-aluno.

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